Cabeça de Bagre

Fiz uma longa pausa no projeto delirante, mas nem por isso deixei de compor. Num desses mormentos de inspiração, psicografei, tal como Chico Xavier, a letra de “Cabeça de Bagre”

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O enredo é forte, fala sobre um assunto tabu, o aborto e toda a hipocrisia por trás.
Conto a historia de uma menina, 16 anos, ela esta num bar, é fim de noite e chega um cara mais velho, ele tem um belo sorriso e uma conversa boba, está bêbado e só quer fuder, não importa quem, seu único objetivo é FUDER!
A menina esta deslocada, aceita a carona, eles transam e ele, claro, some sem deixar rastro, pois sabe que a camisinha furou.

Ela engravida, entra em depressão, pensa em abortar, pois não tem estrutura emocional para cuidar de uma criança, mas acaba sendo julgada por pessoas escrotas que sentados diante de seus PCs, dizem… “quem mandou abrir as pernas?”

A menina foge de casa, a criança nasce, ela não quer ser mãe, nega o leite, o bebê adoece e acaba abandonado no SUS, seu nome é João, mais um indigente.

Ele cresce sem conhecer os pais, sem regras, sem amor e logo na primeira oportunidade, rouba alguém… É o suficiente para João ser taxado “bandido bom”, aquele, que deveria estar morto, sim eu sei, um paradoxo.

A música está quase pronta, e sobre o tema tabu, espero que motive debates saudáveis, eu sou a favor que exista um plebiscito e que os brasileiros votem a descriminalização do aborto.

Já fiz minhas pesquisas e até publiquei uma matéria sobre isso na minha coluna semanal do Jornal A Tribuna NH, segue o link, “Precisamos Falar Sobre Aborto” mas enquanto não falamos, mães pobres e crianças como João, continuarão morrendo.

E os “Cabeça de Bagre”, que dá titulo a canção, são os hipócritas que negam a triste estatística de que todo ano morrem milhares de mulheres em clinicas abortivas clandestinas.

A morte já é uma realidade.

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Delirios Musicais em fase de finalização

Declaro oficialmente retomado o projeto dos Delírios Musicais e prometo… essa bagaça vai ficar pronta antes do fim do ano!

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A ideia de compor, gravar, editar, mixar, masterizar, tudo sozinho, na base do erro e acerto, surgiu, logo que montei meu home Estúdio 100
Já o projeto delirante de fazer o disco de um homem só, só surgiu depois que eu descobri que estava com câncer e achei que ia morrer, então, escrevi algumas musicas sobre o tema, foi uma fase triste, mas operei e felizmente não morri, estou vivão e vivendo. Consegui acabar a pré produção de 16 musicas que enviei para alguns amigos, para que me ajudassem a escolher 10, mas poucas foram as unanimidade, fiquei confuso, mas já estou decidido. Inclusive, dentre as 10, terá uma inédita, logo falarei sobre…

Pois bem, nesse período de analise e escolha das 10 músicas, para fase final dos Delirios Musicais, lancei em parceria com o Rogério Silva(cocão) um podcast falando sobre histórias por trás das musicas. O projeto Clube da Música Autoral deu muito certo, mal acabei a primeira temporada e já emendei na segunda, foi uma loucura, pois ainda lancei o NH News, um podcast semanal onde narro as matérias que escrevo para o Jornal A Tribuna NH, também em parceria com o Cocão, fiel escudeiro, do qual devo várias “brejas”.

Com o fim da segunda temporada do Clube, usarei esse tempo para finalizar o já atrasado projeto dos Delírios Musicais e pra quem está chegando agora, aviso, esse é um projeto bem pessoal, coisa caseira, mesmo, artesanal… saca?
As letras, na maioria, falam de “pobremas” internos de uma mente fervilhante, mas nem tudo é “deprê”, pode até ser divertido se você conseguir esquecer que eu não sei cantar direito ehehehe.

Hoje dei uma faxinada no estúdio daquelas, montei a batera, dei um trato nos instrumentos, enfim, voltarei fazer umas lives, pedirei conselhos, pedirei instrumentos emprestados… ahahahah O de sempre, né?

Abraço do Gilsão e obrigado pela empatia.

Os Delírios Musicais

 

Gilson capaEm setembro de 2016 comecei criar um álbum de músicas inéditas onde todas as etapas seriam confeccionadas por mim, sem a participação de terceiros. Não que eu não goste de ajuda, simplesmente é um desafio ao qual eu me submeti e tenho enorme prazer em faze-lo.

Escrevi as letras, produzi as faixas, gravei todos os instrumentos e finalizei, mixando e masterizando. Foram 16 musicas, dessas, apenas 10 entraram no projeto final. Todas as duvidas, medos e certezas foram narradas na fã page dos delírios no facebook. 

Foi uma experiencia única e desafiadora.

Obrigado por participar.