O caso do ônibus encarcerado: Filme, novela ou coluna policial?

Gastaram 220 mil com um ônibus biblioteca, cujo objetivo é levar leitura aos 4 cantos da cidade, mas o “buzão” acabou encarcerado, perdendo seu principal atributo: a mobilidade. Pensei que fosse conspiração da oposição, ou até um roteiro de filme. Cauteloso, esperei as explicações e quando elas finalmente vieram – descobri que não se tratava de conspiração, acho até que esse roteiro está mais para coluna policial.onibus


– Em 1936, o escritor e primeiro diretor de Cultura de São Paulo, Mário de Andrade, defendeu a necessidade de implantar uma unidade móvel que levaria livros à população. A Ford construiu e doou um modelo caminhonete-biblioteca que passou a visitar a maioria dos bairros da capital paulista. Esse serviço foi interrompido em 1942 com a escassez de recursos devido a II Guerra Mundial. Em 1979, através de um convênio com o Instituto Nacional do Livro, a biblioteca móvel voltou aos bairros, primeiro com uma Kombi adaptada e depois no seu formato definitivo: Um ônibus biblioteca.

Com o passar dos anos, o projeto se expandiu por todo Brasil. A prefeitura aqui, de Novo Horizonte, também investiu em uma biblioteca móvel. E vale lembrar, que esse não é um projeto de incentivo governamental, ele foi adquirido com recursos próprios do município.

IOLM_ (105)No dia 16 de março de 2016 rolou a grande festa de inauguração da nossa biblioteca móvel. Muitas luzes, som, teatro… Todas as autoridades estavam presentes e orgulhosos, anunciaram o exorbitante investimento de 220 mil reais. O ônibus itinerante tinha frigobar, TV de led e ar condicionado. Além dos livros, claro. Mas vocês saibam que não compraram o ônibus(?) esse valor, 220 mil, se refere apenas a reforma e adaptação do “buzão” que foi, vejam só… retirado da desfalcada frota municipal.

Na época rolou múrmuros de superfaturamento, mas para os responsáveis da secretaria de educação, o orçamento de 220 mil era justo.
Segundo o contrato que está no portal da transparência e suas testemunhas, esse foi um pregão lícito, apesar de ter ganho a única empresa que compareceu, a Athos Brasil Ltda, conhecida por executar outros vários projetos licitatórios em Novo Horizonte.

WhatsApp Image 2018-06-22 at 11.45.18O agravante desse caso se deu, devido ao desaparecimento do ônibus/biblioteca, após pouco tempo de atividade. O vereador Ideval Cardoso, conhecido por fazer oposição ao governo municipal, passou a procura-lo, até que o encontrou “abandonado” em uma garagem no DAE. Os responsáveis do setor da educação rapidamente mandaram levar o “buzão desaparecido” para a Escola Municipal “José Luiz Thomazi II e “pasmem”… Ergueram um muro, impedindo que o ônibus/biblioteca de 220 mil exercesse sua função básica, a locomoção.

Essa história é verídica, tá? Aconteceu mesmo, não é um filme, muito menos uma novela. O vereador Ideval não merece medalha, pois ele fez o mínimo que se espera de um vereador: Fiscalizar o prefeito. E ao encontrar a irregularidade, corretamente, registrou uma denuncia no Ministério Publico.

Ao procurar respostas oficiais sobre os reais motivos de um ônibus, cujo o investimento é suspeito de ter sido superfaturado e pior, ter sido abandonado e logo, escondido por um MURO… Não tive, apenas suposições:

– Dizem que um dos motivos do ônibus ficar parado na garagem é a falta de motoristas. Não colou, pois os motoristas da prefeitura estão implorando por hora extra.

– Dizem que o Secretário de Educação, Paulo Magri, esqueceu da existência do ônibus biblioteca. (fala sério)

– Dizem que o ônibus está quebrado e a prefeitura não tem dinheiro para concerta-lo. Também não colou, pois a manutenção e expansão do projeto “Leitura em Movimento” estava no plano de governo do prefeito eleito, Toshio Toyota. (apesar de saber que ele não as cumpre)

 

– E dizem ainda… que o muro só foi levantado, pois a escola sofre com frequentes alagamentos. Ok, mas não tinha outra escola para estacionar esse ônibus? Ele não poderia ficar em uma praça pública, mesmo que provisoriamente? Tinha mesmo que ser justo em um local que alaga? No qual se um dia precisar sair, teremos que derrubar uma parede??

Sabemos que uma oposição forte faz um governo eficiente e erroneamente, o que o nossos governantes vem fazendo em defesa das acusações do vereador Ideval Cardoso, é acusa-lo de não ter credibilidade, usando como motivo do descredito; a sua filiação ao Partido dos Trabalhadores. Por quanto tempo ainda sustentaram esse discurso raso?

Sem respostas, apenas duvidas, encerro por aqui e deixo a conclusão com vocês.

Essa matéria foi publicada no Jornal A Tribuna NH e na pagina do Facebook NH News.

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A produção do Nh news é minha, Gilson de Lazari, e a edição do Rogério Silva.

Até a próxima!

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