Cidade sem Cultura (parte 2)

Tô aqui na maior duvida: É honesto com a população existir uma diretoria só para manter cabides de empregos, sem verba destinada para o exercício que lhe cabe?mais_cultura

Em dezembro do ano passado eu publiquei uma matéria com o título “Qual a Responsabilidade do Município Perante a Cultura(?)” Nessa matéria, apontei algumas falhas administrativas que nos impediam de trazer projetos culturais para Novo Horizonte e cobrei atitude dos responsáveis, mas Infelizmente o efeito foi o contrário, ao invés de trabalharem para legalizar a situação do município (…) não, o artigo enfureceu os responsáveis do setor que tentaram censurar o jornal.  Quero deixar claro que as matérias dessa coluna refletem as minhas opiniões e não da Tribuna, que por sua vez, gentilmente sugeriu na época que os “indignados” me procurassem ou usassem do direito de resposta.

Como esperado, ninguém me procurou e 6 meses após as denuncias daquela matéria, nada mudou, só piorou. Continuamos com uma Diretoria de Cultura ineficaz ao seu proposito e pior, agora alugaram um casarão no centro que não pode ser usado para nada, pois o espaço não tem acessibilidade.

É só dinheiro que vai pro ralo. Nossos diretores continuam recebendo altos salários que em nada contrastam com a nossa dura realidade, já que a cidade esta um caos devido a falta de verbas. E mesmo que tivéssemos uma administração eficiente, ainda assim não justificaria seus altos salários, pois nem as tarefas básicas conseguem realizar: Continuamos sem  Plano Municipal de Cultura, sem Conselho Municipal de Cultura, sem Sistema Municipal de Financiamento à Cultura e os repasses do governo continuam indisponíveis para nós. Não se tem interesse politico, não existe cobrança popular, e muito menos temos funcionários capacitados para reverter este quadro.

Mas em defesa não faltam desculpas de que não tem dinheiro, como se “não ter dinheiro” também não fosse uma responsabilidade deles – Porque será que não tem dinheiro? Ah, lembrei, o Plano Plurianual do nosso município, aquele que define os valores que serão gasto pelas diretorias no período de 4 anos, decretou que para Cultura, o repasse seria suficiente apenas para despesas de manutenção e salário dos diretores, sobrando praticamente nada para investir no município.

Semana passada tivemos a visita do Circuito Sesc de Artes, um projeto social privado e gratuito que leva cultura aos municípios que não tem, como o nosso. E se não tem Cultura em Novo Horizonte, é honesto existir uma diretoria só para manter cabides de empregos?

Em março do ano passado o Coreto da Praça da Fonte foi desfigurado de sua arquitetura original e após protestos da população, diretores da Cultura e Comunicação defenderam o ato como uma readequação necessária, pois passariam a abrigar projetos semanais de música, dança, teatro e pintura. Pois bem, mais de um ano se passou e tivemos apenas um evento de música, um único encontro de violeiros, que aliás, foi patrocinado por um empresário e organizado por um vereador, mas desonestamente divulgado como um evento da Diretoria de Cultura. É mole?

Aproveito a lembrança para avisar que a partir de maio estará de volta os encontros de violeiros e será realizado no Centro Cultural Gino de Biasi Filho. A ideia é unir os artistas de Novo Horizonte através da música caipira e assim, abrir portas para outros segmentos artísticos. Os encontros acontecerão aos sábados de manhã a partir das 9 horas. E faço questão de lembrar… “Sem apoio da diretoria de Cultura”.

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