Não existe futuro para quem não preserva sua memória!

Esse chão de terra vermelha, onde apoiamos nossas carcaças e acalentamos nossas almas de passagem por esse universo, um dia, já foi chamada de “Fazenda Estiva”. Com o aumento populacional, passou a chamar-se “Vila São José da Trindade”, logo, os dois nomes fundiram-se e “São José da Estiva”, foi por muito tempo o nome usado para referenciar esse pedaço de terra agradável, entre paineiras e córregos onde vivemos hoje.  Em 1897, José dos Santos Fonseca, um viajante negociador, adquiriu terras por aqui e eufórico com a semelhança do lugarejo com a capital, Belo Horizonte, sugeriu um novo nome que logo acabou acatado por nossos fundadores, Novo Horizonte. Você gosta de ouvir histórias? Então ouça essa, é a nossa história!

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Você sabe o que é um “memorialista”? Esse é o nome dado ao historiador que é detentor de objetos e documentos históricos, mas não possui formação acadêmica. Aqui em Novo Horizonte, os senhores Gerson Aparecido Rodrigues e Anderson David, foram os memorialistas de um livro delicioso, lançado em dezembro passado, chamado “Águas da Amizade”, que conta um pouco da história da cidade de Novo Horizonte.

Esse livro não tem apenas lembranças, ele também trás documentos e fatos históricos, além de ser ilustrado com fotos e depoimentos deliciosos para quem, claro, sabe que: Um povo que não preserva sua memória, jamais terá futuro!

Mas como um livro de luxo desses, foi lançado numa cidade como Novo Horizonte, onde nossos representantes públicos pouco ou nada se importam com a cultura? Essa dúvida é pertinente e deve ser esclarecida – o que possibilitou o nascimento desse livro, foi um projeto do Proac, (Governo Estadual) patrocinado pela Usina Santa Isabel, permitindo que a mesma utilizasse “parte” do montante que pagaria de impostos ao governo, para patrocinar o livro. 5 mil cópias editadas pela Serifa foram distribuídas gratuitamente aos interessados.

Ao receber o meu exemplar fiquei encantando, não tinha como ser diferente, ainda mais eu, que tanto luto pela valorização da cultura local, afinal, essa Novo Horizonte apática, de maquiagem borrada e sem brilhos nos olhos, representa apenas os agentes públicos atuais, entorpecidos pela cobiça e perpetuação do poder.

A minha Novo Horizonte é oriunda de 1826, quando José Antônio de Castilho, o Totó, como era conhecido, instalou-se com sua família em Araraquara e ao lado dos seus 8 filhos, passou a desbravar as terras da região que hoje pertencem aos municípios de Itápolis, Ibitinga, e vai até São José do Rio Preto.

Um dos Filhos de Totó, que por acaso tinha o mesmo nome do paí, adentrou por terras indígenas de Wanicanga, terreno hostil, defendido bravamente pelos verdadeiros donos dessas terras, os índios brasileiros.

Totó Filho, estrategicamente, resolveu estabelecer base nos varjões do Cervo Grande, uma grande área de mato rasteiro, rodeado por poucos índios da tribo Caiganges. Em desvantagem numérica e usando apenas flechas e lanças, os índios que não conseguiram fugir foram mortos por capangas cruéis do coronel Totó e suas terras, foram tomadas de forma sangrenta e desonrosa.

A família Castilho batizou a nova aquisição de Fazenda Tabaju, Totó Filho, casou-se e teve dois filhos, Cesário José de Castilho e Eduardo José de Castilho, ambos, passaram a infância no vilarejo mais próximo, o São José da Estiva, que possuía pouco mais de 20 choupanas (casas de pau a pique) e uma população de no máximo 150 pessoas. A Vila ficava num ponto estratégico onde viajantes e seus cavalos, podiam descansar, além de possuir depósitos para armazenamento de grãos e ferramentas que seriam utilizados nos campos de café.

Essas memórias que lhes trago hoje, caro conterrâneo, faz parte da história de Novo Horizonte, mas ela é muito mais rica que isso, fiquem sabendo também, que logo começaram a chegar fazendeiros de todas as partes do mundo, italianos, japoneses, espanhóis, sírios-libaneses, mas um desses fazendeiros, recém chegados, era diferente de todos e fez a doação de 20 alqueires que seriam usados para a construção do cemitério municipal (onde hoje fica a praça do bancão); o matadouro; o posto de saúde e a capela de Nossa Senhora Aparecida. O nome desse fazendeiro era, Antônio Cardoso de Moraes, mas isso é assunto para outra matéria.

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O Caminhão da mudança chegou!

Gritamos a plenos pulmões: “ANO NOVO VIDA NOVA!”,  “TUDO SERÁ DIFERENTE!”, “VIVA VIVA!” Alguns preferiram sussurraram ao pé do ouvido e muitos, apenas mentalizaram seus votos. Recomeçar um novo ano tem uma simbologia legal e ela é bem útil, principalmente porque nos inspira, e é sobre isso que falarei hoje. Aliás, eu já te desejei Feliz Ano Novo?

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Essa simbologia, tem nome, réveillon, uma palavra de origem francesa usada para denominar a passagem de um ano para o outro, uma celebração que envolve várias simpatias e superstições, desde, a cor da roupa até a alimentação. Mas a festa da virada do ano, entre outras coisas, simboliza o recomeço, a renovação, o renascimento.

O Brasileiro começou 2019 com um empurrão extra, um novo presidente, eleito por promessas de mudanças radicais que vem deixando os investidores animados e fazendo as ações decolarem, mas curiosamente, a sensação de otimismo em relação a um novo presidente, é a menor dos últimos 30 anos, revelou a última pesquisa Datafolha realizada em dezembro de 2018.

Aqui em Novo Horizonte não é muito diferente, principalmente em relação à politica local, parece que o otimismo que o réveillon promoveu, também se esvaiu e políticos, são como fraudas, precisam ser vigiados o tempo todo.

A missão do NH News, como vocês sabem, é livrar a cidade de antigos estigmas, principalmente no âmbito político, certo? E quando digo “Estigmas”, me refiro a uma marca que nos define e pode ser considerada indigna; desonrosa; constrangedora.

Falar em política local e não se sentir “constrangido”, é quase impossível e por mais que soprem novos ares de recomeço, os pessimistas insistem em nos manter presos às suas âncoras.

“Gilsão, admiro sua missão, mas é inútil, no ultimo ano de mandato eles vão maquiar a cidade, entregar cargos, distribuir cestas básicas, dentaduras, tudo vai funcionar, os vereadores taparão os olhos e continuaremos na mesma.”

Essa é uma opinião pessimista que eu sempre ouço, mas não procede, “todo game over tem um play again”. Não sou ingenuo a ponto de acreditar que nossos políticos mudarão, afinal, são políticos. Quem precisa mudar, somos nós, aliás, nós somos a nossa única esperança de mudança.

“Mas Gilsão, já vai mudar de qualquer jeito, Toyota não pode mais ser reeleito”.

Engana-se quem pensa que o prefeito é nosso problema, pelo contrário, ele nem na prefeitura fica, nem esta a par dos problemas da cidade. O nosso problema é o grupo que está enraizado na prefeitura, detentores de regalias e “cargos” que deveriam estar sendo ocupados por profissionais da área, mas são repetidamente entregues aos mesmos, apenas para garantir a cumplicidade política e partidária.

Em 2020, não é Toyota que tentará a reeleição, é o grupo. E esse grupo também é formado por pessoas que são indiretamente beneficiadas pela manipulação do dinheiro publico. O prefeito é ruim? Sim, ele é péssimo! Mas vem fazendo o que o grupo precisa, tornando-se o principal alvo das críticas. Enquanto isso, os escândalos de Carlos Tupinambá, Paulinho Magri, Bete Baleiro, Jairo Ferraz, entre tantos outros comissionados e vereadores do grupo, são abafados para que a maquiagem não borre e consigam chegar reluzentes ao próximo palanque.

Se você ainda não entendeu o mal que esse grupo causa, faz o seguinte, de uma volta pela cidade, mas vá de circular, tá?  No caminho, peça ao motorista que tome cuidado com as pontes caídas e desvie das crateras. Se aparecer algum cachorro de rua, leve-o ao castra-móvel, se quiser deixar um currículo, vá até o novo distrito industrial, se gosta de turismo, visite a “caverna a do dragão” (foto) é radical! Mas tome cuidado, se acontecer algum acidente e precisar de procedimentos médicos, terá que ir até Catanduva.

E lembre-se, seja educado, se alguém lhe faltar com a educação, chame-o de turista, afinal, do o Anastásio até as Três Pontes, somos a melhor educação da região. Mas se algum abelhudo insistir em reclamar da administração, não exite, mande-o procurar o vereador Leandro Lança, ele paga o frete para os insatisfeitos irem embora da cidade.

Agora, se você, assim como eu, acredita que somos capazes de promover a mudança, ignore a opinião dos pessimistas e acredite, ser otimista é o primeiro passo da mudança e ela é eminente. O caminhão já chegou!

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Eu sei que dói ouvir a verdade

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Quantos anos você tem?

Já namorou?

É casado(a)?

Já teve brigas conjugais?

Já pediu um tempo?

Já deu a segunda chance, a terceira, quarta, quinta… é, eu sei como é, ouvi dizer que relacionamentos erráticos influenciaram muitos artistas e tenho uma duvida – A arte supera a tristeza ou a tristeza inspira a arte?

Difícil responder, acho que é pessoal, mas experiências amorosas intensas são catalizadoras e é fácil expeli-las, basta escrever um poema, afinal, o tema é muito popular e provavelmente alguém vai acabar se identificando, o difícil é fazer algo memorável.

No projeto delirante que venho trabalhando desde setembro de 2016, carrego essa preocupação, ser “memorável”. Desde que remasterizei e relancei o disco do cantor e compositor Léo Karan, passei a entender melhor esse conceito .

Abrãozinho, como ele era conhecido aqui em Novo Horizonte, demorou décadas pra ter sua obra prima, o disco Urbana de 1976, reconhecida. Ele abandonou a carreira artística e de volta à NH, foi funcionário publico e morreu em 1997, mas sua obra será sempre memorável.

As minhas ultimas publicações nesse blog, em comum, são feitas logo que finalizo uma canção e em “Dizer a Verdade” (a da vez) também mergulhei de cabeça no tema amoroso.

Apesar das referências, não falo especificamente sobre o meu relacionamento com a Cris, essa foi uma das primeiras músicas do projeto delirante, talvez a primeira, lembro que escrevi um trecho usando palavras aleatórias, achei muito meloso e abandonei. Depois de um bom tempo, curiosamente ainda lembrava daquela melodia e resolvi evoluí-la. Então, percebi que aquelas palavras aleatórias faziam muito sentido:

“Eu sei que dói ouvir a verdade, eu não tenho outra explicação e pouco me comove a sua versão, eu sei que dói dizer a verdade, você sempre teve explicação, hoje não, assuma não estar mais segura de si, o que fez não tem perdão!”.

Piegas eu sei, mas nem tanto, pois quando mostrei pra Cris percebemos que invertendo o sexo dos personagens, combinava comigo, que ficava fora nas madrugadas e por vezes deixei ela preocupa, sem dormir, como diz a letra.

Na primeira fase do projeto, quando eu publiquei todas as 16 músicas que foram pré-produzidas, “Dizer a Verdade” foi uma das mais elogiadas e detalhe, por pessoas que não eram do meio artístico. Aquilo me deixou intrigado, eu estava decido a excluí-la, pois tanto sua melodia, quanto a letra, são POP (demais).

Hoje, mais maduro e evoluído musicalmente, assumo, ser POP não é problema, pelo contrário, tanto que ser POP foi o que me fez escolhe-la e incluí-la no projeto final e tranquilamente aviso, vai ter música falando de amor e coração partido SIM… oras!

 

 

Você não vale nada

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Vamos ser francos… Um cara como eu, criado sob leis do patriarcado, vendo o desdém diário ao qual mulheres eram tratadas, só podia ter me tornado um baita “machista escroto”, não? 
 
Pois é, até fui, mas não sou mais. Na verdade eu era machista sem saber que era. Difícil explicar, sou de uma cidade onde até as *mulheres são machistas! Um paradoxo, digno de TCC em curso de psicologia.
 
Nos anos 90 e 2.000, muitos paraibanos vieram trabalhar como cortadores de cana em NH, eles ficavam apenas durante a safra e ao fim, voltavam para suas cidades. Nessas idas e vindas, muitos ficaram por aqui definitivamente. Para resumir o enredo, os paraibanos também eram machista “pá caraio”, nos botecos, era comum encontra-los contando suas angustias que ficavam melhores ainda depois de uns tragos.
 
Alguns, incrivelmente, sustentavam duas famílias na Paraíba, uma em NH, e ainda ostentavam uns rolinhos… os caras eram “porreta”, mas tanto envolvimento emocional, vira e mexe, dava rolo de verdade. 
 
Sob essa ótica, eu escrevi duas canções, “Você não vale nada” acabei de finalizar. “Você não vale nada, mas eu gosto de você”, era a letra de um dos forrós mais tocados nos botecos da Paraíba, virou tema de novela e conquistou o mundo. Admito, ela também me influenciou, mas a principal influência dessa canção, além dos paraíbas, foi meu paí, ele era terrível, qualquer briguinha já era motivo pra jogar na cara da minha mãe que não devia ter se casado com ela e sim feito um contrato. O tal contrato era comum em novas uniões “instáveis” dos anos 70, pois servia como garantia de que a separação do casal não envolveria bens materiais, geralmente do homem.
 
De tanto ouvir esse lamento do meu pai, tornou-se algo normal pra mim e um dia tive a infelicidade de apresentar essa ideia, como uma possibilidade de união para a minha namorada, hoje esposa. Cris, ela ficou tão ofendida que até hoje me lembra disso. Então, descobri que eu era machista e não sabia. Onde já se viu casar-se em contrato? Quer dizer que se não der certo você devolve? Rompe o contrato? Reclama no PROCON? 
 
A música é narrada pelo ponto de vista do machista, do paraíba bêbado, que indignado, tenta desfazer o relacionamento, mas não quer sair no prejuízo, afinal, a imperfeição da sua parceira era apenas querer sua exclusividade.  
 
Dizem que filho não segura casamento, mas interesses  financeiros, sim! E levam os relacionamentos ao convívio forçado onde muitas vezes o desgaste pode acabar de forma trágica.
 
“Louco, só um pouco
De cachaça de paixão
De amor ou sedução
De desgraça com facada
Marmelada traição”
 
Essa canção me diverte, é leve, porém nem tanto. 

 

 

 

 

 

 

 

A sensação do dever cumprido é mais leve e agradável que a do banho tomado após um dia duro de trabalho.

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Como jornalista debutante, publiquei 52 matérias no Jornal A Tribuna, como roteirista escrevi 24 episódios do Clube da Música Autoral, como locutor, foram 54 podcasts narrados, como escritor, rascunhei meu primeiro livro, como técnico de som, fiz mais de 100 eventos, como compositor, escrevi e arranjei 20 músicas, como produtor musical, estou prestes a concluir os Delírios Musicais e como cozinheiro, preparei os rangos diários da família de Lazari que jantou junto todos os santos dias de 2018.
 
Por isso e outros, é que estufo o peito para respirar fundo e acalmar meu coração, preparando essa velha carcaça para os novos desafio de 2019.
 
Já dizia o Zé: Quando a gente chega na encruzilhada, olha pra um lado é nada, olha pro outro… é nada também.
Quando tudo está perdido na vida, só quando tudo está perdido na vida. É que a gente descobre que na vida, nunca nada esta perdido meu irmão.

Retrospectiva NH News 2018

Sejam bem vindos a nossa retrospectiva 2018, hoje, destacarei as matérias escritas e faladas que mais repercutiram no Whatsapp, no Jornal A Tribuna NH e no Facebook do NH News.

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Logo no comecinho do ano eu já avisava, “Numa cidade sem Cultura, vive um povo sem memória” ao recordar como nossa cidade já foi unida em pró da cultural. Entre as lembranças estavam o Cinema, a Fanfarra, as Gincanas, os desfiles de Rodeio, os Blocos Carnavalescos e na ocasião decretei: “nossa Cultura não morreria assim, ignorada pela administração publica, temos raízes fortes e vamos reverter esse quadro”. E isso realmente aconteceu na última sexta, (28) com o “Personalidade Cultural” um evento em reconhecimento à quem promoveu a Cultura no ano de 2018.

Ainda em janeiro, publicamos uma matéria com o título: “Novo Horizonte, uma cidade premiada, maquiada ou sucateada?” e denunciamos pela primeira vez os sórdidos motivos pelo qual a administração publica era tri-campeão do tal prêmio Município Verde Azul.

Fevereiro acabou marcado pelos cortes nos transportes públicos, com a matéria: “10 motivos para você entender porque o fim do transporte universitário é GOLPE”, provamos que o que a prefeitura fez ao cortar o transporte universitário foi irresponsabilidade política.

Março foi o mês da chicotada, a matéria: “Chicote que estrala em Chico também estrala em Francisco” fazia duras criticas aos novorizontinos “politizados” que acompanhavam e pressionavam o  governo federal, enquanto fechavam os olhos para os desmandos municipais.

Em abril lançamos o “Cidade sem Cultura (parte 2)” Questionando se era justo existir uma diretoria de Cultura apenas para manter cabides de emprego(?).

Em Maio publicamos a matéria: “A população de NH é boba, ou só inocente mesmo(?)”, desenhando alguns exemplos de como somos manipulados pelo poder público, sem que muitos percebam.

Em Junho, os “Peões invadiram o Centro Cultural de botas e chapéu” essa matéria marcou a mudança do foco Cultural no Centro Cultural Gino de Biasi Filho, marcado até então pela, negação à nossas tradições caipiras. Já com a matéria/denúncia: “O caso do ônibus encarcerado” veio a tona as suspeitas de superfaturamento da reforma do ônibus biblioteca que nos custou 220 mil e estava abandonado.

Em julho, listamos os motivos torpes pelo qual a administração publica não queria devolver o recinto ao Clube de Rodeio de NH. Falamos também sobre a cratera da marginal, o que acabou indignando a população, pois até a rede Globo veio mostrar o descaso e nem assim atitudes foram tomadas. A cratera, hoje, está ainda maior, ou seja, “Nem a Globo conserta o buraco em que Novo Horizonte se encontra”. Foi em Julho também que começou os entraves “Toshio vs Ideval”, uma luta que até agora teve dois rounds e segue empatada.

Em agosto publicamos a primeira matéria “direito de resposta” e enquanto alguns orgãos da prefeitura corriam para esclarecer as denuncias publicadas no NH News, nossos vereadores, ignoravam todo caos em que a cidade se encontrava, como se não fossem responsáveis por tudo isso. O corajoso Raí Ascêncio anunciou que ia assumir a bucha lançando o Rodeio de 2018 e os moradores do bairro São José (esplanada) começavam uma série de manifestações na travessia da pista, pois como dizia o título, aquilo era e é uma “Tragédia Anunciada”.

Em setembro, finalmente os vereadores se mexeram, pela primeira vez, motivados pela matéria do NH News, a câmara intimou o diretor de Cultura para que prestasse esclarecimentos sobre o descaso e seletividade com que vinha tratando a Cultura novorizontina, além de promover vingança pessoal com o dinheiro do município.

Outubro foi o mês das eleições presidências e o NH News fez uma serie de matérias informativas, além de vasculhar a vida pessoal dos candidatos do segundo turno Fernando Haddad e Jair Bolsonaro. Foi nesse mês também que publicamos a matéria: “Afinal, urna eletrônica é confiável, ou não(?)” Considerada por muitos ouvintes, como a melhor matéria local de 2018.

Em novembro, Zí Biasi, o ídolo do Rodeio nos deixou, e o NH News fez uma homenagem que se tornou a matéria mais compartilhada das redes sociais. Ainda em novembro, falamos sobre as eleições da câmara, onde o vereador, Cléber Gaúcho, foi eleito como o novo presidente. Falamos também sobre os 124 milhões disponíveis para NH no próximo ano e especulativamente perguntamos, quem será o novo prefeito em 2020(?).

Dezembro acabou marcado com as suspeitas de “formação de Cartel”. Duas matérias sobre o tema ecoaram pelos quatro cantos da cidade e ainda deu tempo de mostrar os vereadores varrendo a sujeira para debaixo do tapete, ao aceitarem a extinção da FUMDER, uma associação vítima de improbidade da atual administração e com suspeitas de desvio de milhões.

E para fechar 2018 com chave de ouro, o NH News e o Jornal A Tribuna NH, lançaram o primeiro “Personalidade Cultural” cujo o objetivo é homenagear aqueles que insistem em fomentar a cultura novorizontina. Afinal, o NH News também tem essa missão de elevar e valorizar a nossa Cultura.

2019 será ainda maior e melhor que 2018, o NH News apenas começou e prometemos continuar chacoalhando as estruturas de Novo Horizonte e quem sabe acabar com esses antigos stigmas, principalmente no âmbito político.

O Rogério Silva e eu Gilson de Lazari, desejamos um Feliz Ano Novo a todos nossos leitores e ouvintes.

Até o ano que vem.

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Meu nome é Gilson de Lazari e foi um prazer falar de Novo Horizonte com vocês. Até a próxima.

 

É Difícil Falar

a772837ac1a6a7635b73e6c267542ad8Gravar musicas autorais é algo que eu sempre fiz, desde a adolescência, até recentemente quando eu morava em São Paulo. Tenho um caderno de letras abstratas que renderam e ainda podem render muitas músicas.

O projeto dos delírios musicais era pra ser mais um desses, “abstratos” projetos autorais, eu havia acabado de montar meu home-studio e procurava desafios, mas a bomba caiu na minha cabeça… eu estava com câncer. No inicio, de boa, pode ser benigno, vou ser otimistas, esse lance de “vitimismo” não cola comigo, dizia eu, com as mãos molhadas de suor.

Nesse meio tempo, fui fazer um show em Urupês, no MPBEER, lá, descobri que o câncer da mãe de um dos integrantes da banda havia piorado e a família havia tomado uma decisão difícil, tirar ela do hospital e a trazer para casa.

Eu fiquei sem chão e inevitavelmente me imaginei nessa situação. Resolvi dar um conselho sincero ao filho e pra isso, me coloquei no lugar dela dizendo o que eu gostaria de ouvir de um filho naquela situação:

“Explica pra ela tudo o que você é, o que se tornou, explica quais são seus valores e suas metas, diz o quanto ela é importante pra você, ela precisa saber disso”.

Ambos choramos, cada um com seu pesar e ele me disse que era difícil falar, pois o câncer já havia chegado ao cérebro e suas respostas e reações eram erráticas, eu insisti e ele concordou em falar.

Poucas semanas depois nos encontramos no velório e eu perguntei se ele havia conseguido falar, ele confirmou e eu chorei, mas ele estava conformado, a ida da mãe para casa, foi um longo funeral interno. Eu chorava por outro motivo, meu câncer era maligno e eu precisava operar com urgência.

Nessa época escrevi essa canção, ela fala sobre a opção em ficar calado e recluso absorvendo dores e angustias, enquanto desprezamos os mimos de quem nos ama, simplesmente para evitar dizer o que não não precisa ser dito, mas precisa ser ouvido.

Posso parecer durão, mas agora mesmo estou chorando. Hoje, valorizo essas lagrimas, afinal, minha história com o tumor teve um final feliz, mas a lição que ficou me moldou, o meu dialogo com a morte foi revelador. Nunca consegui falar o que senti, nem mesmo na canção, mas ficaram pistas, sei que nem todos vão notar, afinal, é difícil falar.

 

PERSONALIDADE CULTURAL 2018

O ano de 2018 foi repleto de emoções e isso nem é uma opinião, é um fato! Muitas dessas emoções foram promovidas por pessoas especiais, dotadas de talento e sensibilidade, “ARTISTAS”, que nos emocionaram com sua arte. A Cultura também é promovida por pessoas que entendem sua importância e as promovem, e foi nessa intenção de, “valorizar quem promove a cultura da nossa cidade”, que o NH News e o Jornal A Tribuna, criaram o “Personalidade Cultural”, um reconhecimento às pessoas que trabalharam em pró da cultura em 2018.

Personalidade

Promover a cultura é tão importante quanto cria-la e merece reconhecimento, aqui em Novo Horizonte muitas pessoas fomentam a arte, patrocinando, ou simplesmente incentivando nossos artistas para que conquistem seus objetivos.

O Centro Cultural é sem duvidas o local que mais exalou arte nesse ano de 2018 e isso graças ao empenho da sua equipe e em especial do senhor Vicente Gueresch, da senhora Giseli de Biasi e sua mãe Maria Constância Sepe de Biasi.

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Tirso Florence Biasi

Em 2018, Tirso Florence Biasi, conhecido músico e compositor, lançou também o projeto “Resenha Falada”, criando debates sobre clássicos do cinema e renascendo em nós essa magia que somente a sétima arte nos proporciona.

Incentivar a arte promovendo eventos também gera bons frutos, Sergio Bueno, marcou as quintas-feiras de 2018 na Adega Rock Bar com o dia do “Palco Livre”, onde os aspirantes podiam mostrar seus talentos musicais. O mesmo aconteceu no Bar do Miranda, onde a moda de viola contagia seus frequentadores todas as sextas feiras.

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Elaine de Paula Cavallini

Dani Mariano promoveu desfiles de beleza sempre convidando artistas da nossa cidade que abrilhantaram seus eventos. E por falar em eventos, não poderíamos deixar de destacar o Grupo Piovani, um dos maiores incentivadores da cultura local.

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Chico Lopes

A literatura é um dos braços fortes da cultura e ela esteve devidamente representada em nossa cidade, Chico Lopes lançou seu décimo primeiro livro “Abraço dos Cegos”, Eliane Reis lançou “Quando fui eu” seu primeiro livro de poesias, e a história de Novo Horizonte foi retratada no livro “Águas da Amizade” no qual os memorialistas, Gerson Aparecido Rodrigues e Anderson David, contaram um pouco da nossa história.

Esse e outros livros de autores novorizontinos podem ser encontrados na “Biblioteca Comunitária Erica Maria Pires de Moraes” onde a Elaine De Paula Cavallini fez um incrível trabalho voluntário nesse ano.

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Alex Santos e Grupo Faces

A dança é a arte de movimentar-se expressivamente transmitindo os sentimentos que enriquecem nossa cultura. Em 2018 o grupo Faces foi um dos mais ativos e Alex Santos fez um reconhecido trabalho nesse segmento, assim como Vanessa Fanti, ensinando dança na escola Salete, e destacando uma dupla de dançarinos mirins, a ponto de conquistarem destaque internacional.

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Luiz Svenson (Guto)

 

Em 2018 as artes plásticas também tiveram em evidencia, Osni Silva, manteve uma exposição permanente no Centro Cultural, a arte urbana de Luis Svenson (Guto) com seus incríveis murais externos nos impressionam e o garoto Hugo Feliciano, foi sem duvida o grande destaque, sendo até convidado para o programa da rede Globo Encontro com Fátima Bernardes.

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Aliete Tomazella

 

O teatro é uma das ramificações culturais mais clássicas e aqui em Novo Horizonte temos nossos representantes também, a professora e dramaturga Aliete Machi Tomazella e o também professor e mentor da Cia Criativa de teatro, Rafael Castanheira foram destaques nesse ano de 2018.

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José Natal

Fazer arte manipulando materiais diversos com o auxilio de ferramentas são talentos dos artesões, em Novo Horizonte, José Natal foi aclamado por suas obras sacras moldadas na madeira. Celso Oliveira, além de grande músico, também é artesão e fez diversos instrumentos musicais em 2018.

E por falar em instrumentos, a Música jamais poderia deixar de ser lembrada, nossa mais tradicional expressão cultural. Muitos foram os destaques, mas algumas personalidades fizeram a diferença em 2018.

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Projeto Do Lado de Lá

O multi-instrumentista, Roberto Carlos Bazaglia e seu grupo “Os três garotos” foi com certeza o conjunto musical que mais se apresentou nesse ano. A cantora Cidy Plazas gravou o segundo disco em homenagem a escritora Maria Gilda, musicando seus belíssimos poemas, o cantor e compositor Carlos Campos lançou seu oitavo disco autoral, assim como Roni Garcia, ex-vocalista dos Chapados dos Guimarães, que lançou suas músicas autorais em carreira solo .

Numa categoria mais didática e com cunho social, Daniel dos Santos Silva no projeto Do Lado de Lá, usou o RAP, para conscientizar e valorizar a cultura das crianças do São José (esplanada).

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Flávio Oliveira

O também multi-instrumentista Flávio Oliveira se destacou tocando em várias bandas e recentemente se lançando como vocalista. Ele é o mentor da banda Sinfonia Sideral. Além de todos esses, o maior destaque musical da nossa cidade é a dupla Ricardo Motta e Piovani que além do trabalho musical apresentam um quadro nos programa do Buffalo Bill na Band.

20953678_469400773419223_4625147714073748933_nComo eu disse, 2018 foi um ano repleto de emoções e conquistas culturais. Nossos heróis, defensores da arte estão aqui, entre nós, aliás, sempre estiveram, bastava apenas um olhar mais atento.

Dia 28 de dezembro, sexta feira próxima, no Centro Cultural, o NH News e o Jornal A Tribuna NH estarão promovendo o primeiro “Personalidade Cultural”, uma singela homenagem às pessoas que promovem a Cultura em Novo Horizonte. O evento começa as 20 hs e será aberto ao publico em geral, venham prestigiar.

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Meu nome é Gilson de Lazari e foi um prazer falar de Novo Horizonte com vocês. Até a próxima.

Quem está sentado foi a favor da extinção da FUMDER

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Toda segunda-feira você fica por dentro do que rola no fim de semana da Cervejaria Casamalte.

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O POH é o que sobrou de mim, só o resto…

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Os delírios podem ser musicais, mas as letras são reais.
 
Quando decidi sair de Novo Horizonte, eu ainda era um menino e fui influenciado por um amigo que morava em São Paulo mas passava as férias aqui, na casa da vó que era minha vizinha. Ele me nutria com novidades que não se encontrava por aqui, alias, até hoje ele me nutre, pois é daqueles amigos pra vida toda, sabe?
 
Aos 23 anos eu cumpri meu juramento e realmente fui embora, mas essa música não fala da minha ida e sim da minha volta. “O Poh”, é o que sobrou de mim após eu ter sido despedaçado inúmeras vezes… o poh é o meu pior e pode ser encontrado em migalhas que levam a um caminho que não me orgulho em te-lo traçado.
 
Em comum, quase todos nós traçamos caminhos tortos e temos algo escondido debaixo do tapete. A diferença é que eu não quero mais esconder nada, foda-se, podem falar e pensar o que quiserem de mim, FODA-SE!
 
Dizer essa palavra mágica de forma catedrática entre cusparadas acidentais, vale mais que uma sessão de descarrego.
 
Digo foda-se pra essa tara em conhecer a vida um do outro, existem apenas duas certezas em NH: uma é a morte, a outra é que sempre alguém saberá mais da sua própria vida do que você próprio. Enfrentar isso é perda de tempo, nem é uma exclusividade, toda cidade pequena é assim, mas na musica eu falo exclusivamente de NH, em especial daqueles quem tentam esconder o pó.
 
Uma alusão à cocaína? Talvez, mas a letra tem endereço, ela foi escrita em uma época onde eu fiquei mais ativo em relação a política municipal, passando a fiscalizar e denunciar as falcatruas do prefeito que em cumplicidade com uma administração podre, seguem deitados em cima da montanha de merda que eles mesmos produziram.
 
Sou o pó do político bem aparentado, aquele que esconde atrás de sua cama, sujeiras, que lhe tiram o sono, pois ele não pode limpa-las, isso o entregaria. Esse pó, é o resto daquela sujeira, sou eu, ou o que sobrou de mim. Esse pó, não pode ser jogado fora, pois não sou um politico de ofício, não tenho teto de vidro, ou seja, não pode ser levado ao lixo, o lixeiro não passa aos domingos.
 
Na segunda parte da letra eu falo sobre as mentiras que o tal político deixa escapar sem nem abrir a boca e sobre seu medo em encarar a verdade, sempre fugindo de debates. Mas a letra foi escrita bem antes do Jair Bolsonaro ficar eternizado como o único candidato a fugir dos debates em segundo turno, a letra é de 2016, mas acredito que acabará, inevitavelmente, relacionada ao candidato fujão.
 
O Poh fala sobre política e regresso, não nessa ordem, mas também fala muito sobre a minha frustração em voltar para NH e a preocupação em ser útil.
 
A fase final segue, hoje O Poh foi finalizado, agora faltam apenas 5 musicas.